Ameaçado pela pandemia da covid-19, o carnaval de Salvador 2021 pode não acontecer. Com o tema “Carnaval Economia do Lazer”, os reflexos do possível adiamento foram debatidos na noite desta quinta-feira (13), em uma live que reuniu as lideranças do Podemos, Rede Sustentabilidade e PTC. O assunto parece interessar não só a classe política, mas também a população soteropolitana que participou, durante duas horas, ativamente enviando comentários, dúvidas e sugestões.

A festa é um responsável por movimentar a economia local, responsável pela geração de emprego e renda. Em 2019, por exemplo, o evento movimentou R$ 2 bilhões de reais em nossa economia.

Na avaliação de Bacelar, pré-candidato à prefeitura de Salvador e deputado federal pelo Podemos, o carnaval não pode ser tratado, apenas como uma festa de elite, focada na venda de abadás e camarotes vip. Para ele, o debate precisa ir além e discutir a cultura, turismo e economia local. “Esse debate precisa ser tratado com a seriedade compatível a tudo o que o carnaval abençoa em nossa cidade. O Carnaval é a Economia do Lazer de Salvador” pontuou.

O debate também girou em torno do descaso do Poder Público com os blocos tradicionais afro e afoxés. Representantes das entidades denunciaram que não recebem investimentos no setor e atribuem isso ao racismo institucional que, segundo eles, dá preferência a outros segmentos da folia. “Temos em média 7 dias para evidenciar nossa cultura, nosso que povo, a luta e resistência. É oportunidade de contarmos ao mundo de forma lúdica. Por isso, precisamos dar mais atenção àqueles que fazem do carnaval uma forma de disseminar a cultura negra. Outro ponto são os trabalhos sociais que fazemos ao longo do ano. Não é só carnaval, é social” destacou o presidente de um dos blocos.

Magno Lavigne, porta-voz da Rede Sustentabilidade e também pré-candidato a vice-prefeito, destacou a importância de blocos afro que evidenciam a cultura africana. “As atuações desses importantes blocos ultrapassam as fronteiras da folia, sendo importantes também durante todo o ano para a vida da comunidade de onde surgiram”, argumentou Lavigne.

Ao refletir sobre o setor cultural da cidade Bacelar afirmou Salvador possui potencial para ser transformada em uma das principais capitais da cultura e da criatividade do hemisfério Sul. “É preciso criar alternativas para impulsionar a cultura da nossa capital. Ainda existem muitos setores que precisam ser melhor explorados para destacar a nossa diversidade cultural”, disse Bacelar.

Além das lideranças políticas, o debate contou com Cláudio Araújo, presidente do bloco Malê Debalê, Vovô do Ilê, Presidente e fundador do Ilê Aiyê, Zulu Araújo, presidente da Fundação Pedro Calmon e Célio Turino, ex-secretário de cultura de Campinas e do Ministério da Cultura.

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