por João Carlos Bacelar

Cristóvão é baiano de Salvador. Sabe tudo sobre a Boa Terra e depois de ter saído do Vasco intensificou a vontade de querer saber muito mais sobre futebol. Durante seis meses leu muito e também assistiu inúmeros vídeos sobre os principais campeonatos que acontecem pelo mundo. Reviu cenas importantes, descobriu detalhes, jogadas, metodologias. Até montar a sua própria, recheada de novidades e discernimento aguçado para promover adaptações necessárias.

Volta com outra expertise. Foi o Bahia que o destacou para o mundo da bola. Ao sair daqui ainda na década de 80 como meio campista, jogou em outras grandes equipes, como Fluminense, Grêmio e Corinthians. Foi campeão da Copa América de 1989 pela Seleção Brasileira. Emergiu da base e sabe perfeitamente quantas ansiedades e incertezas vivenciam as promessas tricolores e pede calma e paciência à torcida e à imprensa. Ele próprio vai ter que sacar de uma dose extra de serenidade para avaliar sem pressa garotos como Feijão, Anderson Talisca, Madson, Jussandro. Todos com excelente potencial técnico. De Ítalo Melo Cristóvão falou que é necessária intervenção específica para melhorar o porte físico e prepará-lo melhor para as disputas pesadas que virão pela frente.

Todos tem muito caminho para trilhar, certamente. O bacana é que Cristóvão carrega muita calma e motivação. Não perde essas características nem quando o jogo está tenso. Animado, se multiplicou semana passada para atender os jornalistas. Haja entrevista. Confessou que está feliz exatamente porque tudo rola em campo conforme o planejado. E o planejamento começou a ser delineado a partir dos vídeos que não se cansou de assistir.

O baiano, tricolor de coração, sabe o que quer, onde quer chegar e investe na profissão de treinador. O Esquadrão é o segundo time que comanda. Na partida contra o Vasco, seu time de estréia, os jogadores fizeram fila para lhe dar um abraço. Por lá fez grandes amigos e por aqui, literalmente sua casa, está mais do que à vontade.

Chegou de mansinho, calado embora atento a tudo. Conquistou elenco, torcida, ganhou a simpatia de todos com trabalho e dedicação. A receita dele é bem mais arrojada. Muita transpiração e bastante inspiração. Isso pode levar,sim, ao topo da tabela, a um melhor posicionamento no Brasileirão e na Sul-Americana.

Ufaa! Maravilha acreditar que nosso sonho pode virar realidade. E Cristóvão trabalha muito para concretizá-lo. Sabe da importância da torcida. Fiel, apaixonada, gigante. Capaz de empurrar o time e intimidar o adversário. Além de almejar a consolidação de seu nome na novíssima geração de treinadores de futebol é por ela também que ele trabalha. Quem não ganha forças ao ver aquela onda azul, vermelha e branca?

Ao chegar em meio à uma enorme turbulência, foi injetando doses de auto-estima, confiança e especialmente calma na equipe. Depois de poucos meses de trabalho todos passaram a ter fé no equilíbrio do Bahia que surpreende até mesmo os adversários.

Antes o time era candidato à zona dos que fazem promessa para não despencar. Agora, atravessamos uma fase de calmaria. Esperamos, claro, que os ventos soprem a favor mas como cautela e canja de galinha não fazem mal a ninguém vamos continuar trabalhando, pesquisando, avançando com as experiências alheias e melhorando as nossas. É ou não é, professor Cristóvão??

Dá-lhe Cristóvão. Vamos lá Bahêêêaaaa…

Fonte: Portal Bahiacomorgulho.com

Compartilhe com amigos
Receba as atualizações do Deputado 
direto em seu email




    Deixe uma resposta