Na primeira reunião do ano legislativo, o presidente da Comissão de Turismo, deputado Bacelar (Podemos/BA), se reuniu nesta quarta-feira (17), com representantes do G20, bloco composto por entidades turísticas que lutam pela sobrevivência do setor.

A reunião virtual teve como objetivo apresentar o setor ao novo presidente, eleito no último dia (12/3), e pontuar as necessidades do trade turístico brasileiro a curto, médio e longo prazo. Na avaliação de Bacelar, o encontro é importante para a formação de uma parceria e para a construção de uma agenda única nacional e de políticas públicas que impulsionem o turismo brasileiro.

O presidente ressaltou que que vai priorizar medidas que repensem, reformulem e preparem o trade turístico para a retomada das atividades no período pós-pandemia. “Nossa intenção é construir as bases para a retomada do turismo no País, transformando essa comissão num centro de pensamentos do turismo brasileiro, como um pilar de sustentação do ponto de vista teórico e legislativo, mais moderno, mais realista, junto com o meio acadêmico, as organizações, a sociedade civil, estados, municípios e entidades. E esse planejamento do Cetur tem grande relação com o papel da comissão. Importante que continuemos parceiros para capitalizar todas as grandes ideias para o turismo brasileiro”, enfatizou.

O parlamentar baiano ressaltou que a indústria turística é uma mola propulsora da economia ao responder por 10% do PIB e 9% da força de trabalho. Além disso, os dados de emprego do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em 2020, 397 mil postos formais de trabalho foram eliminados no setor, o que representa uma queda de 12,8% na força de trabalho dessas atividades. “O turismo é o setor que é grande empregador de jovens, uma parcela que tem grande dificuldade de recolocação no mercado de trabalho. E a pandemia reforçou o impacto negativo quanto a isso”.

Outro número importante apontado pelo presidente foram as perdas sofridas pelo setor. Segundo ele, já somam R$ 290,6 bilhões entre março de 2020 e fevereiro deste ano. “Atualmente, o Turismo brasileiro opera com 42% da sua capacidade mensal de geração de receitas. E a perspectiva é de voltar ao nível pré-pandemia, só no segundo semestre de 2023 “, ressaltou.

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