Por Bacelar, para o Mais Região

Na maioria das escolas brasileiras o cenário é assustador. Portas, janelas, mesas e cadeiras quebradas, brinquedos mal conservados, paredes e muros pichados. Falta biblioteca, sala de informática, laboratórios de ciências, quadra de esportes, merenda escolar. Faltam motivação e valorização dos professores.

A estrutura precária na educação reflete diretamente na qualidade do ensino e do aprendizado, na sociedade e, consequentemente, na economia e desenvolvimento do país. A economia só será restabelecida com a queda da inflação, com o aumento da produção industrial, com a retomada das exportações, diminuição dos gastos públicos e com o fim da instabilidade política. Sabemos que para que tudo isso aconteça é preciso políticas públicas para geração de emprego, renda e capacitação profissional.

Mas você deve estar se perguntando: o que todos estes itens têm a ver com a educação, não é mesmo? A resposta é bem simples: tudo. É através do ensino que conseguiremos preparar os alunos para as universidades e para o mercado de trabalho. Reconheço que já tivemos grandes avanços na área, mas é preciso voltar os olhos para educação brasileira e prestar mais atenção no clamor de pais, alunos e professores. O grito que está preso na garganta brada por mais investimentos, por melhorias e por gestores públicos que assumam maior compromisso com a educação.

É através da valorização que conseguiremos ter professores motivados e empenhados. É através da boa infraestrutura que conseguiremos fazer com que alunos se sintam acolhidos e estimulados, diminuindo assim a evasão escolar. O envolvimento das famílias no processo educativo e a transformação do aluno no principal protagonista do processo ensino-aprendizagem também devem ser considerados como prioridade para levar as mudanças na educação brasileira.

Lutar para elevar o nível de ensino das escolas públicas brasileiras é lutar pelo desenvolvimento do país, é lutar pelo combate à desigualdade social. A diferença educacional do pobre e do rico só faz aumentar a concentração de renda. Não há ascensão social e nem desenvolvimento socioeconômico sem uma educação de qualidade. Sem ela, todas as demais medidas e políticas públicas serão meros paliativos que não darão ao país a chance de se consolidar como uma nação desenvolvida.

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