Queda da produtividade preocupa Bacelar

A queda da produtividade na economia brasileira deixou o deputado Bacelar (Podemos-BA) preocupado com os rumos do país. “Enquanto o governo pouco age no sentido de estimular o emprego formal, a informalidade se ocupa de derrubar os índices de produtividade no país”, comenta o parlamentar.

Segundo estudo da Fundação Getúlio Vargas, no segundo trimestre de 2019, a queda da produtividade do trabalho atingiu todas as três grandes atividades econômicas: na Agropecuária, -2,5%; na Indústria, -0,7%; e nos Serviços, -1,8%. “O fato revela bem a dimensão que tomou o problema”, avaliou o deputado.

Enquanto os trabalhadores têm de se agarrar com qualquer possibilidade de renda, ainda que precária, a economia sofre com a questão da queda da produtividade. “No domínio da informalidade, vale tudo, inclusive trabalhar pela metade do valor no mesmo segmento e na mesma informalidade”, lamenta Bacelar.

De acordo com especialistas,  a situação é contraditória. Em condições normais, quando uma economia cresce e gera empregos, há mais investimentos em inovação, equipamentos, capacitação, e a produtividade aumenta. Ou seja, cada trabalhador consegue produzir mais com menos horas trabalhadas. Mas o que vem ocorrendo é exatamente o contrário.

Isso acontece porque as vagas informais pagam menos e são menos produtivas, com características de “bicos temporários”, como empregadas domésticas, vendedores a domicílio entregadores de aplicativos e vendedores ambulantes, segundo mostra um estudo inédito do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas.

Informalidade

Segundo dados da FGV, “o país alcançou o ápice de 38,806 milhões de trabalhadores informais, o equivalente a 41,4%. A mais elevada já vista”. A pesquisa trouxe novos recordes no total de pessoas atuando por conta própria ou sem carteira assinada no setor privado.

De acordo com uma matéria feita pelo Estadão, “a taxa de desemprego ficou estagnada em 11,8% no trimestre encerrado em setembro, mesmo patamar registrado nos dois meses anteriores. Quatro em cada dez trabalhadores ainda estão informais”.

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