Respeitando as devidas proporções, o Bahia está agindo de forma semelhante ao aluno displicente que chega ao final do ano desesperado para passar. Imagina que pode contar com o Conselho de Classe, com a sorte apostando que ela não o abandona nunca e começa a cobrar da família que reze por ele diariamente, a cada prova. Pois é, o tricolor está de novo assombrado com o fantasma do rebaixamento e faltam apenas sete rodadas para o final do Brasileirão. E agora, Jorginho? Jorginho, para onde?

Como sempre destacamos nessa coluna, o elenco tricolor já há muito tempo, carece de maior qualidade nas peças de reposição. Depois de contusões e cartões amarelos conquistados pela turma que está impaciente e com os nervos à flor da pele, o treinador sentiu a falta dos titulares, a exemplo de Souza. Nosso Caveirão está sendo lembrado a todo instante pela torcida que tem passado sufoco nos últimos jogos, com a finalização precária do time.

A derrota por 1 x 0 contra o Palmeiras em Pituaço deu esperança ao verdão e levou um pouco da nossa alegria. Tomara que não tenha mexido com a autoestima da equipe. Mas, o certo é que em campo estamos pecando coletivamente. No gol de Betinho, a zaga inteira vacilou.

Tanto na construção de jogadas e na defesa revelamos uma desorganização só. Temos que voltar a jogar bola, estudar o assunto direitinho sem precisar ficar secando os outros times para não cair. Não é justo com a torcida passar por esse perrengue de novo.

Nossa força de ataque está quase nula e adotamos pouca criatividade. Cadê o Bahia que nos alegrou no início do returno, hein? Onde foi que se perdeu?

Vamos sacar nossa bússola imaginária e achar o norte, invadir a área adversária para não perder o ano de 2012. Vamos aprender com os erros, trabalhar muito para conseguir melhores resultados com o doce sabor da aprovação.

Temos outras duras batalhas a vencer. Sábado vamos a São Paulo enfrentar o Corinthians e aí, temos obrigação de mostrar que estamos plantados que não nos dispersamos, que estamos prestando atenção nas aulas, que nossa equipe vai pra frente apresentar o trabalho construído a várias mãos (ou pés) para não perdermos a confiança da torcida e após os ajustes necessários encontrar o caminho da vitória, da reação positiva e da esperança que no ano que vem começaremos a estudar desde as primeiras aulas.

Reaja Bahêa ao que está aí! É o grito que escutamos de cada canto dessa terra…

Fonte: João Carlos Bacelar/Coluna Sob a Ótica do Torcedor/Bahia com Orgulho

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