A educação infantil pública é um delicado desafio: temos que lidar com recursos escassos para trabalhar com crianças pequenas atendendo a expectativa crescente dos pais. Mas é preciso amor, dedicação e compromisso.

Hoje na rede municipal de Salvador atendemos cerca de 18 mil crianças de zero a cinco anos, distribuídas em 67 CMEIs (Centros Municipais de Educação Infantil) e mais 213 escolas que oferecem atendimento à essa faixa etária. Atuamos não somente com a guarda, alimentação, prevenção à saúde e educação da criança mas também promovemos ações junto à família e à comunidade. Aos sábados temos o Projeto Educação Cidadã em parceria com a Uneb. Semana passada, a ação foi dedicada às famílias do subúrbio ferroviário. Participaram mais de 250 crianças com seus pais que tiveram acesso a palestras, informações sobre como cuidar da saúde e vacinação.

Os técnicos da SECULT se debruçam em identificar brechas nos projetos federais que possam representar novas vagas para as crianças de nossa cidade. Nesse momento, concorremos em diversos projetos, que estabelecem pré requisitos básicos para que cada município possa se candidatar. No Proinfância B tivemos a chance de nos inserir em 12 projetos porque dispomos de idêntico quantitativo com as especificações técnicas exigidas (terreno com dimensões mínimas de 40 x 70m, superfície preferencialmente plana com no máximo 3% de inclinação, entre outras).

O investimento na qualidade do atendimento ao público infantil na rede é evidente. Podemos detectar a afirmativa em qualquer local onde inauguramos as unidades. Mas o grande salto é, sem dúvida, a atualização constante de 100% dos profissionais. São diretores, professores, funcionários, coordenadores pedagógicos, auxiliares, enfim, foi montado um calendário e convocamos profissionais reconhecidos para a tarefa de fazer todo nosso quadro atender cada vez melhor as crianças pequenas.

Responsabilidade. Palavrinha mágica que tem o dom de fazer o diferencial. Por isso temos certeza de que pais e crianças estão desfrutando de melhores dias, – não são ideais, sabemos- no entanto, eles dispõem de maior segurança ao deixar as crianças nos centros infantis, entendendo que vai haver expediente regado a carinho e atenção.

É preciso pensar alto quando se trata de educação infantil. Desengavetar projetos, identificar programas, reunir financiadores, buscar recursos próprios, abrir mais vagas para atender à uma crescente demanda, com arte, musica, linguagem, construção da identidade e autonomia dos pequenos cidadãos soteropolitanos.

O que poderia ser apenas conversa bonita é uma realidade que precisa ser multiplicada para que a Educação de Qualidade seja ofertada a todos.

Fonte: João Carlos Bacelar / Coluna Educação / Política Livre

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