Por Bacelar para o Amor de Aço

Uma festa quase que exclusiva do Bahêa. Buscamos o triunfo desde o início da partida. Embora sem a emoção que nos foi reservada para o segundo tempo, nos quarenta e cinco minutos da primeira fase aconteceram chutes de perigo à área rubro-negra, especialmente com Mendoza.

No entanto, a equipe de Carpegianni voltou do intervalo disposta a mudar os números do placar. Logo no primeiro minuto, foi o próprio Mendoza que empurrou para as redes. E o tricolor continuou buscando um resultado para subir na tabela. Na arquibancada, os quase 32 mil torcedores empurravam o time. O Bahêa continuou dando as cartas, propondo o jogo.

Invencibilidade adversária? Que nada! O grito da Nação continuava eclodindo da arquibancada mas em campo o ritmo foi reduzido. O rival aproveitou para empatar a partida. O sétimo BaVi do ano foi recheado de fortes emoções. Daquelas que só quem é Bahêa sabe! Time de chegada que não sai de campo sem lutar, catando gol, sentindo cheiro da poeira no balançar da rede. Pois não é? Até que o atacante Edigar Junio, de ladinho, mandou para o fundo. Eita, que não deu para segurar a emoção! Levante a mão aê quem não ficou rouco após esse lance…!

O tricolor vai aproveitar a semana antes de enfrentar o Fluminense, no Rio de Janeiro, para eliminar as deficiências. Por exemplo: precisa evitar tomar gol gerado de escanteio. O time deve ficar atento às jogadas aéreas da equipe adversária, calcular os riscos e estudar a pontaria alheia. Pronto. Sem dúvida, Carpe tem feito a equipe avançar e estamos em ascensão. A Fonte Nova é nossa!

A Nação vai fazendo as contas em busca do G-7. Vamos que vamos! Só que, no apito final do árbitro, a indignação de todos nós, torcedores de todos os times, veio à tona. O atacante rubro negro Tréllez, que já havia discutido com o nosso Renê Junior, o chamou de macaco. Quis ofender o jogador, carioca da gema, negro como a maioria da população brasileira e um dos artilheiros do Bahia. Lamentável caso – mais um – de racismo no futebol. Intolerável situação que deve ser punida.

Não podemos aceitar essa agressão. Somos contra todos os tipos de intolerância. Temos colombianos nos times brasileiros, como Mendoza, negro e amado pela nossa torcida. Quantos negros jogavam o BaVi ontem, de ambos os lados? Infelizes palavras, retrógrado pensamento de um estrangeiro muito bem acolhido em nosso estado. E lá na Colômbia prevalece a miscigenação de raças, será que Tréllez esqueceu? Estamos indignados mas acreditamos que o constrangimento que tomou conta de nossa terra deve fazê-lo pensar diferente. Toda nossa solidariedade a Renê.

Tréllez hoje acordou arrependido, com certeza.

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