por João Carlos Bacelar

O Bahia ganhou a segunda consecutiva no Campeonato Brasileiro contra o Botafogo ontem em Aracaju. O mando de campo era tricolor mas os torcedores do time carioca se fizeram em maior número no Batistão. O movimento pela democratização do clube continua firme mas é certo que duas novidades que passaram a integrar o elenco estão fazendo muito bem ao Bahia.

O primeiro atende pelo nome de Cristóvão Borges. Revelado pela Divisão de Base do próprio Bahia como volante, o baiano mostrou talento de sobra nos gramados. Foi campeão pelo Esquadrão em 77 e 78 e depois partiu para defender equipes como Fluminense, Grêmio e Corinthians. Atuou também pela seleção brasileira e foi campeão da Copa América em 89. Como treinador tem uma trajetória interessante e agora chega ao Bahia como bombeiro em uma das mais graves crises da história do clube. E pelo visto está conseguindo apagar o fogo cruzado, injetando ânimo e equilíbrio na tchurma.

Cristóvão está sabendo tratar o psicológico da equipe. Ainda bem para toda nação tricolor que não aguentava mais tantos desencontros em campo. Com o resultado de ontem o Bahia passa a ocupar a sexta posição na tabela. Nada mal para um time que começou a disputa desacreditado e abalado por críticas de todos os lados.

O outro é Fernandão, atacante que chegou para fazer ‘sombra’ ao Caveirão Souza, afastado da equipe por contusão e com a imagem abalada por causa de acontecimentos extra campo.

Fernandão revelou algo nunca mais visto em nosso time: raça. Me lembra até Beijoca, o homem-gol da década de 80 que colocava por terra o trabalho da zaga adversária com faro implacável e sangue no olho durante os  90 minutos de jogo. Ele mostra – e bem – como deve atuar um centroavante. Na frente, incansável, buscando que a porta se abra pra marcar o seu. Ou seus. Ontem foram dois. O último foi um chutaço  que decretou a virada do Bahia.

Começamos perdendo mas tivemos tranquilidade suficiente para reverter o placar e garantir a vitória.  Aliás, até montinho artilheiro apareceu para nos chatear. O fenômeno terminou contribuindo para o tento do Bota mas nada que nos tirasse o fôlego.

A dinâmica empregada nos últimos jogos está sendo mantida e Cristóvão, como já conhece nossa torcida de perto, sabe que é preciso que o Bahia reaja, que treine bastante, espante os maus fluidos e chegue em campo tinindo, com o espírito aguerrido e a pontaria afiada.

Essa melhora em campo porém não é suficiente para que a torcida se aquiete, desista da luta, que é a transparência financeira do clube, a renúncia do conselho e as Diretas Já.

Como nos ensinou Einstein dois corpos não ocupam o mesmo lugar no espaço. Mas na Galáxia do Esquadrão cada trajeto tem sua importância: a indignação da torcida pelo descaso às suas reivindicações e a reação do time em campo. Podemos visualizar cada qual no seu cada qual.

Mas, avante tricolor. Nunca, nem por um instante, vamos torcer contra o time do peito. Nosso coração é azul, vermelho e branco e nossa vontade de ver o time brilhar se chama amor e é disso que falamos o tempo inteiro….

Bora, Bahêêêaaaa!!!!!

Fonte: portalBahiacomorgulho.com

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