por João Carlos Bacelar

Jovens sem preparação adequada, sem cursos profissionalizantes, sem emprego. A fórmula posta em prática milhões de vezes no Brasil todos os dias desajusta a sociedade e a empurra a encontrar soluções urgentes. Que nem efeito dominó a violência entre os jovens – a maioria desempregados – em escala crescente assusta. No entanto, não é apenas nas ruas. Também dentro da escola os alunos demonstram o reflexo da vida que corre lá fora. Cada vez mais entidades representativas dos docentes tentam desenhar alternativas de defesa e controle da situação, a exemplo dos vários canais para receber denúncias que foram abertos em todo Brasil.

Os números tem evoluído. Segundo o Ministério da Educação, em 2007, cerca de R$ 6,6 mil professores contaram ter sido agredidos fisicamente por alunos dentro das salas de aula, nos corredores ou na saída dos colégios. Também no mesmo ano, mais de 9 mil docentes disseram ter visto estudantes portando facas e canivetes na escola. Sem contar que cerca de 2 mil professores relataram que viram alunos com arma de fogo nas salas de aula.

De acordo com o Sindicato de Professores de São Paulo as denúncias dos docentes tem crescido cerca de 20% por semestre; agressão, roubo, vandalismo e ameaças de morte compõem o cenário que aterroriza os professores. Além dos ferimentos físicos a violência do aluno contra o docente gera depressão, síndrome do pânico e estresse pós traumático afastando os professores do trabalho.

A falta de atratividade da carreira que tem preocupado gestores e governo também é reforçada por esse registro. Para os especialistas, a educação figura como elemento fundamental para reverter o quadro. O alto desemprego entre os jovens é uma ameaça atual para muitos países. Para o Brasil, continua como um grande desafio reformular o sistema educacional público e abrir espaço para uma economia competitiva e de inclusão social.

Segundo a Unesco o acesso a escola é uma questão de segurança. Para a diretora geral do órgão a falta de educação e ameaça de extremismo – radicalismo exacerbado aplicado também pelos jovens – tornam a escola cada vez mais necessária na vida das pessoas. Além disso, cita ela, mais importante que os números de jovens matriculados é, sem dúvida, a qualidade de ensino oferecida a eles.

Fonte:Politicalivre.com.br

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